Você que vai chegar

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Você que vai chegar
Eu tenho histórias e lugares para te levar
Você que vai nascer
Há tanta gente te esperando só pra te querer
Qualquer estrela, qualquer riso, qualquer coisa linda que você fizer
Perfumará de mais amores nossas pétalas de paz e bem-me-quer

Será mais linda nossa vida
E toda nuvem que se apronta pra chover
Serão nas cores do arco-íris
Todos os desenhos feitos pra você
Meu coração agora bate no compasso de tocar na tua mão
E a mais pura naturalidade me parece sem explicação

 

(Flávia Wenceslau)

Cuidados com a pele durante a gestação

Quando engravidei, pesquisei muito sobre tratamentos permitidos na gestação e não encontrei tantas informações quanto gostaria. Por isso, resolvi fazer este post. Lembrando que é sempre bom confirmar com seu médico se você também pode usar estes produtos.

Sempre tive tendência a ter pele oleosa e acneica. O anticoncepcional foi o segurou durante muito tempo, mas com a gestação eu passei a ter acne até no colo e nas costas, onde nunca havia tido.

Procurei a dermatologista por volta de 12 semanas de gestação e com 13 semanas eu comecei o tratamento.

Passei a usar Papuless Gel durante a manhã, Azelan Gel (o ácido azeláico é o único permitido na gestação) e sabonete Dermotivin Original (ela recomendou a espuma mas achei muito cara e uso em barra mesmo).

Eu costumo comprar no site da Ultrafarma ou da Netfarma. Como a Netfarma está com vários produtos em falta, vou colocar aqui o preço deles de hoje no site da Ultrafarma pra vocês terem ideia.

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Papuless Gel, 25g, R$ 60,10

 

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Azelan Gel, 30g, R$ 52,02

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Dermotivin Original sabonete em barra, 90g, R$ 32,10

Eu não acho que são produtos exatamente baratos, mas perto dos que vejo na farmácia, até que está ok porque duram bastante.

O protetor solar facial eu uso religiosamente todos os dias, de manhã e à noite (sim porque as luzes artificiais também podem causar manchas). A dermatologista pediu pra reaplicar depois do almoço, mas eu não sei bem como reaplicar por cima da maquiagem e acabo não passando, mas deveria. Eu já estava usando o Ultra Sheer FPS 70, da Neutrogena, e continuei com ele. Ele deixa a pele bem sequinha, protege bem e o precinho dele é excelente!

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Protetor solar Neutrogena Ultra Sheer FPS 70 oil free toque seco, 50g, R$ 53,91

 

 

 

Batizar ou não batizar?

Somos de famílias tradicionalmente católicas, mas nunca foi minha religião de escolha. Sabe aquela coisa de batizado, catequese e crisma porque seus pais mandaram? Foi assim. Mas isso para mim é obrigação e difere muito de fé.

Por volta dos quinze anos eu comecei minha busca pela fé. Primeiro, fui à igreja evangélica com uma amiga e encontrei conforto lá durante algum tempo. Mas aquela ainda não era minha fé. Eu tinha uma curiosidade muito grande pelo espiritismo mas como minha mãe sempre dizia que “era coisa do diabo”, eu tinha medo. A verdade é que eu também tinha medo de todos aquelas imagens de santos que minha mãe espalhava pela casa e nunca me senti à vontade com a presença dos padres almoçando lá aos domingos. Até que na frente de casa mudou uma família que a mãe era espírita e até hoje ela não deve imaginar a diferença que fez na minha vida. Um dia comentei que tinha curiosidade mas também tinha medo e ela me emprestou um livro, um romance espírita. Eu li, gostei e não passei a ver espíritos por isso. rs. Passei a frequentar as palestras no centro e meu, então namorado, hoje marido, ia comigo. Aprendemos muito, recebi muita ajuda e chegou o nosso casamento.

Eu tinha acabado de fazer 21 anos e ele, ia completar 25 no mês seguinte. A festa foi paga pelas nossas famílias porque não tínhamos dinheiro e, talvez por isso, fomos automaticamente nos casar na igreja católica. Se fosse hoje, com a maturidade que adquiri, não aceitaria. Nem ele. Mas, casei. Vestida de noiva, com padre, hóstia e tudo mais. Se fosse hoje, faria uma festa para 40 pessoas na praia, vestida de branco, descalça e com flores no cabelo, abençoados pelo mar e pelo pôr do sol. Espero ainda realizar esse sonho um dia. Com o mesmo marido, aliás.

Nós não tivemos essa conversa antes, mas tínhamos já a certeza de que não batizaríamos nosso filho. Porque não somos nós, não é a nossa cara, não é a nossa fé. Nossa fé é em Deus, na natureza, no Universo e não na igreja. Aí ficamos grávidos e o assunto veio à tona, mas já estava resolvido dentro de nós há alguns anos. Minha família – que ao longo dos anos aprendeu a respeitar minhas escolhas – entendeu. A dele, nem tanto.

Mas ao mesmo tempo que o batizado não faz sentido para nós, gostaríamos que o Theo tivesse um padrinho e uma madrinha. Gostaríamos que ele tivesse um casal especial na vidinha dele, pessoas com quem ele pudesse sempre contar e por quem ele tivesse também um carinho especial. Sei que ao longo de sua existência ele mesmo escolherá suas “pessoas especiais”, mas nesse início da jornada somos nós que temos que escolher por ele.

Assim, decidimos que Theo teria sim um padrinho e uma madrinha e não, não seria batizado em nenhuma religião. Em partes porque na nossa religião não existe o batismo e em partes porque será uma escolha dele a religião que ele irá seguir.

Para convidar os padrinhos, fiz um vídeo no Power Point e ficou bem emocionante. Tentei de todas as formas transformar o arquivo em MP4 para subir pro YouTube, mas não consegui.

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O dia em que mergulhei no rio da maternagem

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Muitas coisas são omitidas das mulheres antes delas ficarem grávidas. Ninguém fala, por exemplo, que algumas sentem cólicas terríveis e que, por isso, sentiremos um medo terrível e apavorante. Outra coisa que ninguém te conta é que, para a maioria das mulheres, algumas amigas vão se afastar e novas amigas surgirão.

Eu tenho várias amigas que já são mães e idealizava que quando eu engravidasse, elas seriam absolutamente atenciosas, solícitas e carinhosas comigo. Mas não funciona bem assim. Elas já tem os próprios filhos, suas preocupações e você acaba sendo “mais uma grávida”. Se você, como eu, tem convicções bem diferentes do restante da sociedade em questões como maternagem e parto, essa distância aumenta ainda mais. Essa é a parte ruim.

A parte boa é que conhecidas com quem você não conversava há muito tempo, se aproximam de você e novas amizades surgem. Algumas porque estão vivenciando a mesma fase e outras porque já passaram por isso, tem convicções bem semelhantes às suas e vocês vão se descobrindo.

Até esse processo de “novas amigas” começar, eu estava crente que a maternidade me tornaria alguém isolada em uma ilha, alguém muito feliz, mas num caminho muito solitário. E já estava até conformada com isso.

Estava eu nessa ilha com conexão wi fi, onde podia conversar com essas novas amigas sobre nossas angústias, medos e troca de informações, porém fisicamente isolada, até que uma experiência hoje me fez mergulhar de cabeça no rio da maternagem e eu encontrei esse rio lotado (bom, talvez nem tão cheio assim) de mulheres que pensam como eu.

Minha doula maravilhosa (como alguém consegue gestar sem doula?) organizou um encontro com a Joyce Guerra sobre Maternidade Sustentável. Lá fui eu, com Theo inbox, sem imaginar muito o que encontraria por lá.

O encontro foi na Casa Lídia e, logo na entrada, eu fiquei encantada com o lugar. É uma casa, com cheiro de café no coador e onde todos os cômodos são repletos de ludicidade e brinquedos encantadores (nada de Fisher Price, graças). Muitas mães com bebês no sling (opa, acho que são das minhas), tetês de fora amamentando sem constrangimento algum suas criaturinhas tão doces (certeza que são das minhas) e alguns pais muito participativos (porque marido viajou bem agora?). Elas me davam bom dia, perguntavam de quanto tempo eu estava, o meu nome, davam as boas vindas por estar entrando agora nesse mundo, eu nunca me senti tão acolhida e tão pertencente à um lugar e uma “tribo” desde que iniciei os estudos no teatro.

A palestra da Joyce foi fantástica! Ela é deficiente visual mas isso nada tinha a ver com o que ela tinha para falar. A Joyce tem três filhos e as mesmas angústias e anseios que todas nós. A diferença é que ela parece absolutamente mais preparada que eu para a missão, mas como ela mesma disse, também erra com os filhos e talvez isso tenha me dado um start de “ok, se eu errar, faz parte”.

Eu entrei uma Carla e saí outra. Se antes eu me achava sozinha nesse caminho, agora sei que era só uma questão de encontrar minha “tribo” – índia feelings. Se antes eu achava que tinha que ser a mãe perfeita para o Theo, agora sei que vou errar, porque sou humana e erro, e meu desafio é reconhecer meus erros e melhorar neles.

O Theo ainda não chegou, mas já está me transformando de um modo que nunca imaginei que seria possível.

Passamos da metade

Dia 09 de maio de 2016. Segunda feira pós Dia das Mães. Aquele Dia das Mães que não tínhamos o que comemorar e íamos almoçar em São Roque para um domingo diferente, não conseguimos ir porque eu estava prostrada no sofá, com pontadas em todo abdômen e imaginando estar com apendicite ou dengue. 9 de maio… o dia em que aquela listra tão clarinha apareceu e eu duvidei. Duvidei acreditando. O dia em que o Beta HCG deu 49 e eu não tinha ainda certeza se isso significava um positivo. Mas meu coração sabia. Meu coração sabia desde janeiro que em abril eu ficaria grávida.

Foram semanas contadas em dias, todas as orações para que o primeiro trimestre acabasse logo e “desse tudo certo”.

Com 9 semanas descobrimos que era um menino. Descobrimos não, confirmamos. Eu já sabia. Com 11 semanas escolhemos o nome: THEO. Presente de Deus, este é o significado.

E então, chegamos às 20 semanas. Dita como metade da gestação, o que nem sempre é, já que uma gestação pode ir até 42 semanas, mas comemoramos mesmo assim.

A comemoração foi em Ilhabela, nosso cantinho especial no mundo e onde nosso Theo foi encomendado.

 

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Meu menino, meu amor

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Filho,

Não direi que agora meu mundo é azul. Meu mundo é multicolorido, igualzinho ao mundo que eu desejo para você. Assim como desejo que você seja saudável, feliz e livre. Livre para ser quem você quiser ser. E prometo te ensinar que isso é sim possível. Vou te mostrar que a felicidade está na liberdade. Se você quiser ser engenheiro, dentista, artista e até surfista, você será feliz onde seu coração estiver.

Prometo também te ensinar a respeitar a natureza, o mar, o planeta, as pessoas e os animais. Te mostrar que meninas são tão importantes quanto meninos e você deverá respeitá-las sempre. Você vai brincar com os brinquedos que escolher e entenderá que não existe brincadeira “de menino” e “de menina”, assim como as cores.

Meu coração está explodindo de felicidade, imaginando você correndo, brincando pela casa e descobrindo a magia da vida. Você é, meu menininho, meu maior e melhor presente!

“Eu te desejo vida, longa vida
Te desejo a sorte de tudo que é bom
De toda alegria, ter a companhia
Colorindo a estrada em seu mais belo tom

Eu te desejo a chuva na varanda
Molhando a roseira pra desabrochar
E dias de sol pra fazer os teus planos
Nas coisas mais simples que se imaginar

Eu te desejo a paz de uma andorinha
No vôo perfeito contemplando o mar
E que a fé movedora de qualquer montanha
Te renove sempre e te faça sonhar

Mas se vier as horas de melancolia
Que a lua tão meiga venha te afagar
E que a mais doce estrela seja tua guia
Como mãe singela a te orientar

Eu te desejo mais que mil amigos
A poesia que todo poeta esperou
Coração de menino cheio de esperança
Voz de pai amigo e olhar de avô”

Para ouvir: https://www.youtube.com/watch?v=P5H7JDp1jTk

Uma ilha no meio do oceano

Se antes da gestação eu já era da galera da esquerda em muitos aspectos, agora me tornei ainda mais. E cada vez mais, eu vejo como não faço parte da manada, que meus pensamentos e anseios são tão, tão diferentes. Podemos pensar na maternidade como um oceano, as mães são continentes com pensamentos semelhantes e eu, uma ilha isolada. Não consigo compreender a presença no enxoval de mamadeira, chupeta e mais um sem número de coisas que bebês não necessitam. Bebês precisam de colo, peito, amor e cuidado.

Consigo contar nos dedos de uma mão as amigas que têm um pensamento parecido com o meu em relação à maternidade. A maioria delas, amigas virtuais. Não fosse o grupo do Facebook e o grupo de parto que participo, eu me sentiria ainda mais solitária na empreitada. Não que eu ache isso ruim, afinal, é a minha escolha e sabemos que dançar conforme a música é mais fácil, mas eu escolhi dançar um ritmo em que acredito.

As lojas de artigos infantis tentam a todo custo me tornar parte deste sistema consumista e de pouco uso do cérebro e do instinto. Kit berço (que já foi provado ser um risco enorme de asfixia para bebês), pares e pares de sapatos para bebês que não andam, personalizados de todo tipo, “kit higiene” que custa o preço de um bebê conforto e laços, babados, frescurinhas mil. Claro que eu também gosto de uma ou outra frescurinha, mas dos babados eu tenho pavor.

Quando me perguntam sobre o “tema” do quarto, é engraçadíssimo ver a cara das pessoas com a minha resposta. “Não vai ter tema”. “Não vai ter tema?”. Não, simples assim. E o parto? Aí sim me enxergam como índia, maluca, alienada e até de PTista devem me chamar pelas costas (pela décima vez, não, eu não tenho partido político, nem time de futebol) já que tudo é culpa do PT. Vacina de gripe? Não passo nem perto.

Pior de tudo é ter que lidar com os conselhos não solicitados. Família, amigos e desconhecidos, todos acreditam ter o direito de palpitar na sua vida e na do bebê. Basta você engravidar que a sociedade acredita que você perdeu o direito à privacidade e tomada de decisões sem os palpites alheios. Não consigo expressar o quanto isso me irrita! Algumas mães pensam que você deve fazer absolutamente TUDO o que elas fizeram. “Chupeta? Ahhh, uma hora você vai dar sim”. Não respondo, mas internamente digo que não foi porque ela cedeu à pressão da sociedade que eu também vou ceder. “Você vai ver, a mãe vai falar, a sogra vai falar, você vai acabar dando suquinho com seis meses”. Vão, vão falar. Mas não para mim porque eu já sou grossa na primeira resposta. Já deixei claro que a mãe sou eu, o filho é meu e quem decide somos eu e o pai. Ninguém mais.

Quando os pais são empoderados, informados e certos do que é melhor para o seu filho, não há espaço para intromissão da família ou sociedade. Até mesmo aquele pediatra que indica complemento com leite artificial não tem voz, é só trocar de pediatra porque você sabe o que é melhor, você estudou, não há margens para dúvidas.

Seguimos mamíferas que somos, rumo ao empoderamento para cuidarmos dos nossos filhotes. Mesmo que seja em alguma ilha.

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Meu papel mais importante

Já tive a oportunidade de vivenciar muitos papéis diferentes. Menos do que gostaria e mais do que achei que fosse possível em tão pouco tempo de carreira. Cada um deles, mesmo aqueles que passavam despercebidos aos olhos alheios, me foram muito importantes. Aprendi muito, me renovei, experienciei situações novas, chorei, sorri, vivi todos de forma muito intensa.

Agora, me preparo para o maior e mais importante de todos: o de MÃE!

Não a mãe de comercial, esse eu já fui, mas mãe de verdade. Mãe do meu filho! São semanas de um amor que eu nunca imaginei que pudesse existir.

Como amar um serzinho que sequer conheço o rosto? É tão inexplicável! A sensação de gerar uma vida, de ver a natureza agindo em mim, no meu corpo, é uma magia sem fim.

Há alguns anos que desenvolvi um olhar diferente para a natureza, os animais, em especial os mamíferos. E agora, me vejo como mamífera, geradora de vida, fêmea em plena reprodução. Impossível descrever a sensação! Longe das listas – inúteis, aliás – de enxoval, de papéis de parede de ursinhos e rococós desnecessários, sou nada mais que fêmea, recebendo a maior dádiva da natureza, e este é o meu papel mais feliz!

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Intolerância à Lactose – como eu lido com isso

Desde bem pequena eu sofria com inchaço abdominal e dores na região. Não conseguia associar a algo que causasse os sintomas, mas vez ou outra isso me incomodava bastante.

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Em 2014 fiz a famosa Dieta Dukan e depois disso os sintomas se agravaram muito. Cheguei a ir ao hospital algumas vezes porque achava que alguma coisa muito séria estava acontecendo.

No final deste mesmo ano, a gastro que estava me acompanhando pediu todos os exames de intolerâncias alimentares (feitos através do exame de sangue) e também a curva de lactose, que é um exame à parte. Para quem já fez aquele exame chamado de curva glicêmica, é bem parecido, a única diferença é que tomamos um liquído – com gosto de suco de limão muuuuito doce – à base de lactose. Os de sangue para outras intolerâncias (frutos do mar, corante vermelho e amarelo, ovo, etc) deram normais e lá fui eu para o de intolerância à lactose.

O enfermeiro avisou que se eu passasse mal durante o exame (diarréia), com certeza eu era intolerante. Durante o exame eu senti muito, muito enjôo mas nada além disso. Saí de lá feliz, achando que eu poderia continuar comendo queijo e chocolate numa boa. Depois que saí do laboratório, senti minha barriga inchando muito e sim, a temida diarréia que durou o dia todo. Aquilo me deixou em alerta.

Quando levei o exame à médica ela confirmou que eu era mesmo intolerante. Entendam, existem vários níveis de intolerância e, por isso, algumas pessoas toleram alguma quantidade (produzem um pouco de enzima) e outras não toleram nada. Eu não tolero nada. Minha curva nem se mexeu. A curva era reta. rs

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Precisei ficar sessenta dias sem consumir traço algum de lactose para melhorar. Quando eu finalmente estava bem, me acabei em sorvete e queijo. Óbvio que fiquei muito mal de novo e precisei retomar esse período sem consumir traços. Alergia e intolerância são diferentes (não vou explicar aqui porque o Google está cheio de informações à respeito e a minha intenção é passar para vocês como eu lido com o problema) e os alérgicos não podem consumir traços, intolerantes podem (embora eu conheço alguns intolerantes que não consegue consumir traços também).

Minha teoria é que nessa Dieta Dukan a gente consome MUITO leite em pó, eu usava praticamente um saquinho por dia, e isso foi uma bomba no meu organismo que já possuía um nível de intolerância. A médica não confirma e só diz que eu sempre fui intolerante, por conta do meu histórico. Ocorre que antes da dieta eu não tinha sintomas todas as vezes que consumia produtos lácteos e hoje mesmo uma fatia de queijo me causa sintomas fortes.

Nunca gostei de tomar leite, nem mesmo com chocolate e até milk shake sempre me causou enjôo. A médica homeopata já tinha me alertado que eu não deveria consumir laticínios porque se eu sentia isso com leite, era que alguma coisa meu organismo rejeitava. Profética, Doutora!

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Hoje, obviamente, não sinto falta alguma de leite, mas eu adoro queijo e não posso mais consumir. Com o tempo, vamos aprendendo a lidar com isso e descobrindo alternativas.

Um supermercado próximo de casa vende mussarela sem lactose fatiada e eu sempre compro para fazer alguma receita que eu tenha vontade e não posso consumir na rua. Strogonoff também só em casa, com creme de leite sem lactose. Idem para brigadeiro. Sorte que hoje existem esses produtos e são iguais aos normais, mas com enzima lactase adicionada, o que torna seguro para nós, intolerantes, consumirmos.

Isso me aproximou muito da cozinha porque tive que aprender a fazer algumas coisas que gosto muito e não posso comer. Pudim de leite, por exemplo. É meu doce preferido mas eu nunca podia comer. Já havia tentado fazer no passado e deu errado. Tentei com toda dedicação do mundo e ficou maravilhoso!

Quando quero muito comer algo fora de casa, eu tomo a enzima vendida em farmácias. Já testei outra marca mas a que me dei bem foi a LacDay.

Encontro nas farmácias de grandes redes por R$ 39,90, o que é um preço bem razoável para 30 comprimidos – algumas marcas chegam a custar mais de R$ 90,00!

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Procuro não usar sempre deste artifício porque me causa constipação e a médica desaconselha o uso periódico, mas uma ou duas vezes por mês, tudo bem.

A intolerância também causa outros sintomas, dependendo do organismo, como enxaqueca, coceiras na pele e diarréia.

Se você suspeita que possa ter intolerância à lactose, a famosa IA nos grupos do Facebook, procure ajuda. Faça o exame e se cuide, quando não tratada ela pode levar a doenças intestinais muito sérias – a Doença de Crohn é uma delas.

E se você tem e sofre porque todo mundo acha que é frescura… Dá a mão aqui, amiguinho! Muitos amigos e familiares acham até hoje que é frescura minha, que vai passar, que é “moda” (sério que tem moda para doença?). Aprendi a não ligar a mínima para o que as pessoas pensam, afinal, só eu sei o mal estar que sinto e como preciso cuidar do meu corpo e da minha saúde.

A parte boa disso tudo – sim, existe algo de positivo – foi que eu emagreci bastante. Não podendo comer queijo, chocolate, doces à base de leite (quase todos são), creme de leite, pão de queijo e muitas outras guloseimas, foi bem mais fácil fazer dieta e assim consegui manter a linha.

Cuide-se!

 

Velejada dos Fortes – Forte dos Andradas

Dia 21/04 nós participamos da Velejada dos Fortes, um evento promovido pela ABVC (Associação Brasileira de Velejadores de Cruzeiro) e fomos a convite do Juca Andrade, capitão do clássico Malagô.

Foi mais uma estreia nossa, afinal nunca havíamos velejado em Santos/Guarujá e, emoção maior ainda, estar em um barco clássico projetado nos anos 40 e construído na década de 60.

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Toda a imponência do Malagô.

Pela manhã, saímos da Marina no Guarujá – ainda no Canal de Santos – em direção ao Forte dos Andradas, situado ao lado da Praia do Guaiúba, no Guarujá mesmo.

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Rumo ao Forte dos Andradas.

O passeio todo foi delicioso e a família do Juca – que também estava a bordo – é muito, mas muito querida. Me diverti absurdamente com todos e, principalmente, com a pequena Alice que me fez dar boas gargalhadas.

Para quem não sabe, o Forte dos Andradas é um local restrito à visitação e não se pode fundear (“estacionar” o barco – para os leigos que lêem este humilde blog) ali. A ABVC conseguiu uma permissão especial e, não bastasse esse privilégio, ainda fomos recebidos pelo General com um coquetel divino e fizemos um super churrasco. Foi mesmo um dia espetacular!

A parte mais engraçada foi o nosso desembarque. Com a arrebentação das ondas nós não poderíamos chegar muito próximos da areia e deveríamos desembarcar do bote de apoio e ir nadando. As meninas do Juca e da Priscila foram nadando comigo até à praia e com aquele calor foi uma delícia já chegar tomando um banho de mar. Rafael veio “dirigindo” o outro bote crente que conseguiria ir até à praia sem se molhar. No bote com ele estava a Priscila e o Celso, pai dela. Eu havia acabado de chegar na areia quando olhei para trás e vi uma onda engolindo o botinho. Quando os tripulantes levantaram foi que vi quem eram os tripulantes atrapalhados. Foi só risada! Rafael e Priscila perderam os óculos (ok, essa parte não foi tão legal) e quase todos os chinelos que estavam no bote também foram para Yemanjá.

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Sem óculos, sem chinelo e o sorriso nos rostos entrega a felicidade.

Chegamos ao coquetel pingando água e… descalços! Claro que não foi só com a gente que isso aconteceu e eu imagino que nos dias seguintes as areias do Forte devem ter recebido vários óculos, chinelos, bonés e até celulares. Resumindo, os molhados e descalços convidados foram ao coquetel em trajes nada apropriados. E fomos todos muito bem recebidos pelo Exército, mesmo tendo molhado todo o piso…

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Quem nunca foi assim a um coquetel do Exército? Tão normal!

Depois da recepção, fomos até a fortaleza construída dentro da rocha. Achei muito interessante a umidade do local – isto por conta da rocha que acumula água e acaba escorrendo para dentro do Forte. Havia até canaletas para escoar a água que brota sem parar das paredes.

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Dentro do Forte dos Andradas

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O corredor quase sem fim e suas paredes que “brotam” água

Confesso que achei o lugar bem sinistro. Esse corredor imenso e o frio lá dentro dão uma sensação um tanto quanto desagradável.

Durante toda a visitação, tivemos oficiais do Exército explicando o que era cada cômodo e tirando dúvidas dos visitantes.

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Enfermaria

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Quem encararia uma injeção dessas?

Em seguida, fomos almoçar um churrasco maravilhoso que nos aguardava.

Saímos de lá pouco depois das 18 horas. Eu tenho verdadeira paixão em pôr-do- sol e não podia imaginar como este seria ainda mais bonito. Parece que no mar ele se deita fazendo poesia, não tem como explicar.

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O sol dizia “até amanhã” de uma forma poética.

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É difícil traduzir o que senti nesse momento.

E mal sabíamos o que a lua nos preparava. Sim, era noite de lua cheia e fiquei emocionada quando vi aquele refletor imenso subindo nos céus.

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Lua cheia e o seu espetáculo.

Somos muito gratos ao Juca e sua família por ter nos convidado e nos recebido tão bem no Malagô. Foi um dia inesquecível!